Francisco César acusa Governo Regional de deixar milhões por executar nos apoios à energia e mobilidade elétrica

PS Açores - Há 3 horas

O Presidente do PS/Açores, Francisco César, acusou hoje o Governo Regional de estar a falhar na execução dos apoios destinados à eficiência energética e à mobilidade elétrica, alertando que milhares de famílias e empresas continuam sem receber apoios financiados por fundos comunitários, apesar de existirem verbas disponíveis.

À margem de uma visita a uma empresa ligada às energias renováveis, Francisco César lembrou que os Açores atravessam um período de forte pressão sobre o custo de vida, com aumentos significativos nos combustíveis, energia e bens essenciais, defendendo que os programas financiados pelo PRR deveriam estar a funcionar “com rapidez e eficácia”.

“Quando se tem milhões e milhões de euros no âmbito do PRR para apostar na eficiência energética e na diminuição do custo que as famílias e as empresas têm com a energia, era importante que os programas do Governo pudessem ter eficácia”, afirmou. 

O líder socialista revelou que, no programa Solenerge, existem atualmente cerca de 60 milhões de euros disponíveis para apoio a fundo perdido, mas o Governo Regional “ainda não conseguiu gastar nem sequer metade” dessas verbas. 

Francisco César alertou também para os atrasos nos apoios à mobilidade elétrica, numa altura em que os preços da gasolina e do gasóleo continuam próximos dos dois euros por litro.

“No âmbito da mobilidade elétrica, muito importante para quem sabe que o gasóleo e a gasolina estão com preços que rondam os dois euros, não está pago 2025 e ainda está em análise 2026”, criticou. 

Segundo o Presidente do PS/Açores, os atrasos estendem-se igualmente ao programa ProEnergia e às medidas financiadas pelo RepowerEU, onde continuam “cerca de dois mil processos por analisar e pagar”. 

Para Francisco César, a situação demonstra falta de capacidade de execução por parte do Governo Regional, prejudicando diretamente famílias e empresas açorianas que aguardam apoios para reduzir custos com energia e combustíveis.

“Quando não há competência na gestão da coisa pública, quem paga neste momento são as famílias”, afirmou. 

O líder socialista defendeu que, perante o volume de candidaturas e os atrasos acumulados, o Governo Regional deveria ter reforçado os mecanismos de análise e processamento dos apoios, recorrendo, por exemplo, a entidades externas ou universidades para acelerar a execução.

“Se o Partido Socialista fosse Governo, havendo dinheiro disponível, o que nós teríamos feito era contratar empresas ou até universidades para que a análise dos projetos fosse feita de forma mais rápida e eficiente”, defendeu. 

Francisco César alertou ainda para o risco de perda de fundos comunitários caso o Governo continue sem capacidade de execução, apelando a uma resposta urgente para garantir que os apoios chegam efetivamente às famílias açorianas.